<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177</id><updated>2011-06-08T03:35:35.547-03:00</updated><title type='text'>Todas as vândalas</title><subtitle type='html'>porque as marias vão com as outras!!
      -vamu ae?!!-</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-268081891990620435</id><published>2007-05-29T19:24:00.000-03:00</published><updated>2007-05-29T19:26:55.618-03:00</updated><title type='text'>Trecho</title><content type='html'>Hoje amanheceu aqueles dias de caos. E nem sempre é fácil pôr o mundo em ordem, sobretudo se não sobra nada pronto do dia anterior, e a gente tem de sempre começar, ajustar o foco, o encontrar o caminho e endireitar o passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um céu tão cinza, um aleijado no corredor do ônibus, tanta loja, tanto lixo, tanta gente na rua, da rua, tanto de tudo, e funcionando perfeitamente, cada coisa no seu lugar. Não noto nada que exija algo além de simplesmente me deixar levar neste fluxo colossal, incomensurável. E se dentro de mim alguma coisa urgir - de quando em quando me olho no espelho - sempre posso tentar o hedonismo. Não tento porque poderia descobrir que ele é efetivamente bom, e aí tudo continuaria assim, sem precisar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, parada em frente ao espelho, nua, olho os olhos, os cabelos, a pele (que tem andado tão feia), o corpo todo. Uso cremes, um para o corpo, outro pro cabelo, mais um pras axilas, um pózinho pros pés. Perco muito tempo em frente ao espelho e o guarda-roupas, que embora esteja cheio sempre parece faltar algo. Saio e o céu continua cinza. Tá bem frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou bom dia pro nordestino que abre o portão, pra peruana que vende tricôs na esquina e pro paulista da pizzaria, que diz bom dia a todas as mulheres que passam por lá. Desço a rua perdida em pensamentos. Não vejo a moça com o cobertor de bebê sem a criança andando devagar em frente ao hospital, nem a outra que carrega o filho já grande e pesado, pro mesmo lugar. Nem a cega, de braço dado com alguém, ou a que não tem mais os cabelos, provavelmente perdidos em algum tratamento. Não reparo no menino descalço e sujo que dorme em frente o bar ou no homem que prefere ser mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paro na esquina, esperando acender o bonequinho verde no poste. Continuo perdida em mim mesma. E tudo parece continuar assim, sem precisar de mim.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;X e FB&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-268081891990620435?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/268081891990620435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=268081891990620435' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/268081891990620435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/268081891990620435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2007/05/trecho.html' title='Trecho'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-117035428679271411</id><published>2007-02-01T16:23:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T16:24:46.816-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3588/2502/1600/29257/mafalda.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3588/2502/320/381705/mafalda.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-117035428679271411?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/117035428679271411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=117035428679271411' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/117035428679271411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/117035428679271411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2007/02/blog-post_01.html' title=''/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-116925627855828232</id><published>2007-01-19T22:59:00.000-02:00</published><updated>2007-01-19T23:24:38.690-02:00</updated><title type='text'>Fumando salgadinho e comendo bituca (da série tia zona style)</title><content type='html'>Pela primeira vez em duas semanas, estivemos na Argentina. Uma casa rota, à luz de vela, um só comodo para abrigar o tango reproduzido na vitrola esquecida eduas garrafas de concha y toro por quinze pesos cada.&lt;br /&gt;Até entao, a melancolia como parte do ser argentino parecia nao passar de um mito forjado superficialmente nos dancarinos que maquinalmente exibiam as passadas do tango pelas ruas turísticas. Nao se sente a musica chororosa com a danca profundamente sensual. O tango e toda a tristeza tranquila, para dentro, e que invade tudo marejando os olhos de saudades, passa a ser meramente uma tradicao caricata.&lt;br /&gt;No entanto nessa casa, até o homem que parecia o dono do lugar tinha um sorriso triste e tranquilo como de quem vivera tudo isso por uns trezentos e cinquenta anos. Mas só foram trinta.&lt;br /&gt;O lugar era escuro e na penumbra dos olhos do velho parecia estar toda a Argentina. Cansada, antiga, mae. Mae de ventre rebelde. Os rebentos dela gritam, choram e esperneiam pelas ruas do Retiro e pela terra pisada de La Matanza: No chao, a marca do pneu queimado em plena Avenida de Mayo. E um rosto familiar pichado no muro.&lt;br /&gt;De repente, o tango deu lugar ao Pink Floyd. E nos lembrou o que eramos, imersos naquele ar de que tudo ja estava feito, lembramos que apesar de termos vivido nos últimos dias como jovens senhoras e que o bar era apenas o cenário de um jeito peculiar de estar aqui. Lembramos que nao eramos pessoas de 40 anos como estavamos nos sentindo em diversos momentos. Na quase escuridao do quintalem que mal se via as pessoas da mesa ao lado:&lt;br /&gt;- Julia, acho que você bateu a cinza na batatinha.&lt;br /&gt;Era um salgadinho servido em um potinho parecido com o cinzeiro. Salgadinho com cinza. Mais adiante, na mesa de espirito geriátrico, Cássia, a velhinha já caduca e esquecida...&lt;br /&gt;- Puts que merda, comi a bituca.&lt;br /&gt;Cuspindo um salgadinho de filtro amarelo.&lt;br /&gt;Nesse momento, sentinos culpa por nao participarmos mais do movimento estudantil.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Catchola e Juju &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;-Clínica de Recuperacao com turismo político &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;2 semanas =                                                                                                    &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;-1 ressaca                                                                            &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;-0 drogas pesadas                                                             &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;-6 e meio baseados                                                             &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;-25 carteiras de cigarro                                                     &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;-12 horas de sono diários                                                  &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;   -1 hostel de hippies que acham que a gente é careta.   &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;                                 &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-116925627855828232?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/116925627855828232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=116925627855828232' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116925627855828232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116925627855828232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2007/01/fumando-salgadinho-e-comendo-bituca-da.html' title='Fumando salgadinho e comendo bituca (da série tia zona style)'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-116619384061079685</id><published>2006-12-15T12:40:00.000-02:00</published><updated>2006-12-15T12:44:00.623-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Encaixotava a cara, o bar ia fechando.&lt;br /&gt;As luzes caíam muito sem-vergonha,&lt;br /&gt;sombreando os vultos. Os cacos quebrados pelo&lt;br /&gt;chão se abriam, as mesas caminhavam debaixo dos guardanapos que morriam - voavam os copos em volta do&lt;br /&gt;ventilador.O bar fechava.&lt;br /&gt;De vez em quando um homem muito&lt;br /&gt;antigo conseguia um lugar para sentar,&lt;br /&gt;se embebedar nesses olhos...&lt;br /&gt;E no dia seguinte era a sede,&lt;br /&gt;empoeirada e amarrada debaixo de cinco mil sóis.&lt;br /&gt;Sede a ponto de ver o próprio corpo virando&lt;br /&gt;água salgada.&lt;br /&gt;Porre de mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolzita&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-116619384061079685?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/116619384061079685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=116619384061079685' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116619384061079685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116619384061079685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/12/encaixotava-cara-o-bar-ia-fechando.html' title=''/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-116560826485981579</id><published>2006-12-08T18:03:00.000-02:00</published><updated>2006-12-09T10:19:46.560-02:00</updated><title type='text'>Don´t cry ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai. Ai ai ai ai ai! Broken hearts for you and me...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há sete anos uma amiga morreu. Acidente de moto, corpo irreconhecível, sem família, sem velório, sem missa. Hoje já estou mais velha do que ela naquele dia, com seus 25 anos.&lt;br /&gt;Passei dois meses da minha vida anestesiada pela sua morte. Talvez nunca tenha usado tanta droga como naquele tempo, não importava o lugar. Só a anestesia. Quando voltei ao "normal" sentia só aquela confirmação do que é inevitável. Todo mundo morre, o que muda é o jeito e o nosso envolvimento com a situação. Sentia muita raiva, raiva de precisar gritar. Sentia raiva de quem parecia não se importar, de quem parecia não sofrer e de quem pedia para eu tirar a fita do TRIO porque estávamos de luto. “Podíamos colocar um sonzinho mais tranqüilo, né?” Não. Eu estava punk e viciada no som que ela tinha me mostrado, que ouvia na sua fase skatista em Porto Alegre.&lt;br /&gt;A mina fazia muitas coisas bem, desenhava, fotografava, tocava qualquer instrumento musical, ouvia um pouquinho e já reproduzia... podia ser flauta, violão, ocarina... era foda. Trabalhava em qualquer trampo, desde que pagasse suas baladinhas e suas droguitchas. Tinha talentos que todo mundo via, mas ela só achava natural. Não queria saber de fazer faculdade como todo mundo fazia, era como se ela não precisasse. E não precisava mesmo. Enquanto estávamos envolvidas com nosso “dramático” fim de semestre e em nossas crises existenciais do tipo “não agüento mais essa faculdade”, ela chegava cansada do trampo no shopping, dava uma reclamada e depois já arrumava uma baladinha. Sempre tinha um gatinho na parada, sempre estava a fim de fazer alguma coisa. Morreu cedo e não perdeu tempo nenhum fazendo planos para o futuro. Viveu muito, foi alegre, intensa, dava muita risada e fumava muita maconha. Era legal nossa vida juntas.&lt;br /&gt;Hoje acordei e resolvi colocar meu disco do TRIO, fiquei ouvindo, cantei todas as músicas, até dancei... Depois fiquei conversando e rindo sobre como ela inventava as traduções onomatopéicas das letras em alemão. “Numa próxima vez, você morre de vez! Você tem que entender que str hus afta...”. Aí, “que dia é hoje?” “8 de dezembro”. “Foi nesse dia que ela morreu..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazia anos que não chorava por ela, mas hoje chorei. Acendi uma vela como nunca faço e pensei nessa coisa toda que envolve a morte. Não me lembro de ter me lembrado dela assim nos últimos tempos, muito menos de ter sofrido por ela. Mas hoje veio tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(aline)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-116560826485981579?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/116560826485981579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=116560826485981579' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116560826485981579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116560826485981579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/12/dont-cry-ai-ai-ai-ai-ai-ai-ai-ai-ai-ai.html' title='Don´t cry ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai ai. Ai ai ai ai ai! Broken hearts for you and me...'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-116344609000929257</id><published>2006-11-13T17:26:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T17:30:48.770-02:00</updated><title type='text'>O ser mulher</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;Nunca entendeu o por quê do fato de ser mulher lhe trazer uma gama de especificidades tão grandes, impositivas e das quais era impossível fugir. O ser mulher, na verdade, representava sempre um grande mistério. Por isso, não pensava muito nisso. Simplesmente vivia, tentava agir como ser humano, completo, dotado de vontades, restrições, defeitos e de escolhas. Entendia que lutar por ser mulher em um mundo machista, não era lutar para ser especifica, mas para ser o todo. Os homens, já que referência e parâmetro de humano no mundo, eram o todo. As mulheres, um aglomerado de pequenas especialidades fragmentadas que somente elas poderiam ter. E para o mundo, isso parecia ser a definição de ser mulher. Por isso ela queria ser humana. Fazer o que gostasse escolhendo entre o que todos e todas faziam, e dessa forma, superar a condição restritiva que lhe fora imposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era pequena, queria muito um canivete. Ninguém lhe dizia que não poderia possuí-lo porque se tratava de uma arma, mas porque não era coisa de menina. Quando grande, entende sua desumanização pela excludente concepção de gênero. E promete ser humana, mesmo que para os olhares alheios, ser humana continue significando ser ou parecer um homem.&lt;br /&gt;Certa vez, ganhou de um namorado um conjunto de lingerie. Detestou. Se sentiu invadida. Como uma manequim de loja vestida para ser consumida. Devolveu. Disse que não servia. Posteriormente o moço, já um pouco mais atencioso, percebeu o quanto ela gostava de canivetes e lhe deu um. Seu rosto se iluminou e enfim, pela primeira vez em todo o relacionamento, sentiu que ele a percebia como uma pessoa, e não apenas como o que ele concebia por mulher. Apenas então conseguiu, uma vez pelo menos, dizer-lhe que tinha ciúme em certa ocasião, sem com isso, ver-se reduzida a nada, ou a histeria tipicamente feminina (o que dá na mesma).&lt;br /&gt;Posteriormente, seu canivete tinha ido parar, por descuido, na mão de um garoto de uns 10 anos.&lt;br /&gt;-Dá ele para mim tia?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Mas por quê?&lt;br /&gt;-Porque você é ainda criança....&lt;br /&gt;-Mas você é mulher.... e mulher não precisa de canivete.&lt;br /&gt;O canivete furou-lhe o peito. Furiosa.&lt;br /&gt;-Escuta garoto, você não pode ter o canivete porque ainda é uma criança, entendeu? Por que é pequeno, só por isso. Eu passei a vida ouvindo que não poderia ter um canivete porque sou mulher e olha só! Eu posso sim. Porque sou grande. Da mesma forma que você também poderá ter um. Quando for grande.&lt;br /&gt;Entendia o absurdo de praticamente bater boca com uma criança que, sem defesa, simplesmente calou-se. E mais ainda, absurdou-se com a cara de seu amor, que ali do lado fazia um ar de não entendi com um pouco de admiração. O mesmo amor que lhe diria, tempos depois, que ela se escondia de sua insegurança tentando parecer um homem. Sendo bagunceira, bebendo e fumando como um homem. Percebeu que ele entendia bem menos do que imaginara. Bem menos do que o garoto de 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então devia ser isso. Ser mulher é ser nada. Principalmente, ser nada que se aproxime do que é ser homem. Ou ser qualquer coisa desde que distante do que é ser homem.E se o conceito de ser humano, se a referência do mundo é toda construída sobre o masculino, ela portanto, não podia apropriar-se do mundo, porque senão, estaria fazendo coisas de homem, querendo esconder-se, querendo parecer um. Apenas continuaria mulher enquanto se omitisse do mundo, ficando para ela apenas o submundo envolto em subjetividade e particularidades femininas que lhe cabiam. Não poderia sair dali enquanto quisesse continuar a ser mulher.&lt;br /&gt;Optou pela dor de não ser para eles, para o mundo masculino composto por homens e mulheres. Optou em ser para ela, e não se amargurar mais com isso. Por tempos esqueceu. Achou que havia resolvido intimamente essa questão, que se acostumava e isso era bom porque também era preciso libertar o pensamento para outros olhares, com outras questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é uma mulher !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo pasma. Dessa vez em uma situação em que a dicotomia homem – mulher não poderia, de forma alguma, ser suprimida.&lt;br /&gt;- Ah é?&lt;br /&gt;Realmente não entendeu. Era um elogio? Ela deveria ficar lisonjeada por ser mulher? Agradecer? Por quê? Porque você está deprimido e ela te escuta como um inteiro, sem julgar, buscando apenas compreender. Por isso, pela compreensão, ela é mulher. Não poderia ser banalmente pronunciado um descomprometido, bacana no lugar de mulher? Porque ele usava a palavra daquela forma, como se fosse um adjetivo o que é condição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E perdeu-se....pensava que temos que ser nada, porque tudo é masculino. Mas temos que ser tudo, porque somos mulher também quando damos respaldo para o tudo. Quando somos companheiras, bonitas, que sabem cozinhar, trabalham de forma assalariada (viva a conquista da mulher de classe média que transforma seus problemas de classe em universais), belas amantes, porém racionais, etc, etc, etc. O que diz, o que explica esse mulher-adjetivo, pois que, sendo adjetivo, cabe e utiliza-se apenas em determinadas circunstâncias.&lt;br /&gt;Mas e as outras? Poderão elas, não ser mulher? E eu? Posso, diante de alguns, não ser mulher?&lt;br /&gt;Não se respondeu. Apenas teve medo que aos olhos dos outros, do mundo masculino, a resposta possa ser, por mais absurdo que pareça, sim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#ff0000;"&gt;Cathola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-116344609000929257?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/116344609000929257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=116344609000929257' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116344609000929257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116344609000929257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/11/o-ser-mulher.html' title='O ser mulher'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-116294227911341119</id><published>2006-11-07T21:29:00.000-02:00</published><updated>2006-11-07T21:31:19.126-02:00</updated><title type='text'>Uma pergunta</title><content type='html'>"Já te ocorreu que amamos através do mesmo orifício que nos transforma em mães?"&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Marcela Serrano)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-116294227911341119?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/116294227911341119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=116294227911341119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116294227911341119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116294227911341119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/11/uma-pergunta.html' title='Uma pergunta'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-116284065411473990</id><published>2006-11-06T17:13:00.000-02:00</published><updated>2006-11-06T17:17:34.126-02:00</updated><title type='text'>O livro dos prazeres</title><content type='html'>Pras minina amiga minha... quando li pensei muito... é um trecho do livro da Clarice - Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres.&lt;br /&gt;Espero que gostem...&lt;br /&gt;Beijos da Aline&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses ouvira de testa franzida. E depois dissera:&lt;br /&gt;- E então você não quis mais nada disso. E parou com a possibilidade de dor, o que nunca se faz impunemente. Apenas parou e nada encontrou além disso. Eu não digo que eu tenha muito, mas tenho a procura intensa e uma esperança violenta. Não sou sua voz baixa e doce. E eu não choro, se for preciso um dia eu grito, Lóri. Estou em plena luta e muito mais perto do que se chama de pobre vitória humana do que você, mas é vitória. Eu já poderia ter você com meu corpo e minha alma. Esperarei nem que sejam anos que você também tenha corpo-alma para amar. Nós ainda somos moços, podemos perder algum tempo sem perder a vida inteira. Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar do que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelos menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando estivéssemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temos-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos vitória nossa de cada dia. Mas eu escapei disso, Lóri, escapei com a ferocidade com que se escapa da peste, Lóri, e esperarei você também estar mais pronta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-116284065411473990?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/116284065411473990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=116284065411473990' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116284065411473990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116284065411473990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/11/o-livro-dos-prazeres.html' title='O livro dos prazeres'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-116235046436644968</id><published>2006-11-01T00:04:00.000-03:00</published><updated>2006-11-01T00:07:44.380-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-Ah! Fim de semana maldito!!&lt;br /&gt;Estava sozinha, nunca fora afeita a solidão. Mas andava sentido-se sozinha já há algum tempo, mesmo quando estavam todos por perto. Não sabia o que acontecia, tinha uma tristeza latente, que a atormentava com freqüência. Tudo parecia sem sabor, quase chato. Não poderia explicar, se fosse necessário. Mas gostaria, se pudesse. Era uma coisa estranha, uma falta de estímulo, de vontade de qualquer coisa. Pensava duas vezes antes de levantar da cama todos os dias, queria dormir uns dois meses pelo menos. Não que estivesse cansada, até estava um pouco, mas não muito, só não queria levantar. Sentia um vazio enorme.&lt;br /&gt;Vazio de quê? Era o que não conseguia explicar. “Vazio de vazio, ora essa!”, diria se alguém perguntasse. Mas ninguém perguntou, o que não achou propriamente ruim. Não podia admitir, nem pra si mesma, qual o motivo daquela sensação tão estranha. Seus olhos sempre a cagüetavam, era o que ouvira uma vez. Mas talvez aqueles olhos precisassem ser fitados por outros olhos, agora também muito tristes e perdidos, pra que pudessem se comunicar. Uma coisa ela tinha certeza - mas guardava esse segredo no cantinho mais profundo e escuro que encontrou dentro no peito – tinha saudade. Era uma saudade ardida, dolorida, angustiante. Sentia falta de uma paixão, que quando ‘proibida’, fora dedicada a ela. Tinha a sensação de que algo havia morrido. Que morrera antes de nascer...&lt;br /&gt;Lembrava então de tantas noites perdidas (melhor seria dizer ganhas) só abraçados conversando sobre a vida, sobre os segredos íntimos ou sobre coisa qualquer. Tudo era assunto, tudo era motivo, só se queria estar ali. Falar, falar e ouvir, não importando o que. Ficar ali até cansar, até quase dormir com aquela voz alta e grave, que ficava baixinha, mas ainda grave. E era bom. Mas uma ânsia de botar rumo na vida, de tomar as rédeas de tudo, de controlar o que parecia avassalador, abortou o amor. Ele se foi. Ficaram as marcas, como todo aborto. E o amor? Na verdade, nem era tão avassalador, nem tão amor assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Amor, então,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;também, acaba?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não, que eu saiba.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O que eu sei&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;é que se transforma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;numa matéria-prima&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;que a vida se encarrega&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;de transformar em raiva.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ou em rima.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Leminski&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-116235046436644968?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/116235046436644968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=116235046436644968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116235046436644968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/116235046436644968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/11/ah-fim-de-semana-maldito-estava.html' title=''/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-115836161845497234</id><published>2006-09-15T20:04:00.000-03:00</published><updated>2006-09-15T20:06:58.466-03:00</updated><title type='text'>Não se sabe</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/1600/abraco.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/320/abraco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo separados, estavam ali. Deitados um de costas pro outro, sem se tocar. Estavam cansados e com sono, mas como dormir? O cheiro dos seus corpos era alimento para aquele desejo que há muito insistiam em sufocar e para a imaginação que impedia que os olhos , mesmo no escuro, se fechassem.&lt;br /&gt;Ele estava de bruços, ela deitada de lado. Fingiam dormir. Ela estava inquieta, ele paralisado. Ficaram alguns minutos assim, um deles os sentia como se fossem intermináveis. Ela tocou-lhe os cabelos, que, apesar dos protestos dela em contrário, ele agora usava muito curtos. Ela fez carinhos, ele não se mexeu. “Está acordado!”, pensou ela, que continuou a acariciá-los do jeito mais delicado que as suas pesadas mãos podiam fazer.&lt;br /&gt;Ele se mexeu. Ela estremeceu.&lt;br /&gt;Mudou de posição e se colocou à disposição dos carinhos dela, como outrora haviam feito muitas vezes. “Dá vontade de nem dormir!” teria dito ele em outros tempos, agora economizavam comentários. Estavam lado a lado, com colchões e cobertores separados, numa frágil e inútil tentativa de dormir junto sem dormir juntos.&lt;br /&gt;Não se sabe como foram parar os dois no mesmo colchão e sob o mesmo cobertor. Deve ter sido num daqueles momentos em que palavras são dispensáveis, em que se sabe de tudo (ou se pensa que sabe) sem precisar dizer, sem precisar ver nos olhos, sem precisar de nada, só faz e se sente bem fazendo. Deve ser aquela hora em que somos guiados por odores, cores, texturas, por um conhecimento tão desconhecido, em que ficamos empanzinados de mundo e cheios de vida, tudo junto, misturado. O que se sabe é que se beijaram com vontade, que se amaram durante algumas horas, que disseram obscenidades que não teriam coragem de repetir em outras ocasiões (e que fingem esquecer quando tudo acaba) e que mataram uma saudade que insistiam em não sentir.&lt;br /&gt;Dormiram. Um de bruços o outro de lado, depois de terem conversado pouco e de terem beijado e abraçado muito. Estavam satisfeitos, talvez felizes. Não se sabe se com o sexo ou com a companhia, ou quem sabe com o conjunto da obra?&lt;br /&gt;Não fizeram promessas, nem planos, não planejaram o próximo encontro, um deles até tentou, timidamente, insinuar que não haveria próximo encontro. O outro suplicou em silêncio para que tal não fosse verdade.&lt;br /&gt;Pela manhã, um deles acordara vestido. Tinha sentido frio durante a noite e, para não acordar o outro, se vestiu mantendo o corpo um pouco afastado. Acordou mais tarde no vão entre os dois colchões, se ajeitou e, aproveitando que o outro ainda dormia, retomou o sono, acordando mais tarde com um braço a envolver-lhe a garganta inflamada.&lt;br /&gt;- Bom dia! – ouviu ao longe, ainda sonolenta, seguido de um beijo que não sabe direito onde foi dado.&lt;br /&gt;Ela o ama, profundamente.&lt;br /&gt;Ele só quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-115836161845497234?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/115836161845497234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=115836161845497234' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/115836161845497234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/115836161845497234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/09/no-se-sabe.html' title='Não se sabe'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-115369701051552952</id><published>2006-07-23T19:55:00.000-03:00</published><updated>2006-07-23T20:29:16.916-03:00</updated><title type='text'>Nosotras todas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/1600/bacanal_colorido.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/320/bacanal_colorido.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-115369701051552952?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/115369701051552952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=115369701051552952' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/115369701051552952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/115369701051552952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/07/nosotras-todas.html' title='Nosotras todas'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-115266327274161410</id><published>2006-07-11T21:09:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T21:14:32.756-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“ -Tenho saudades de minha casa, lá na Itália.&lt;br /&gt;  - Também eu gostava de ter um lugarzinho meu, onde pudesse chegar e me aconchegar.&lt;br /&gt;  - Não tem, Ana?&lt;br /&gt;  - Não tenho? Não temos, todas nós, as mulheres.&lt;br /&gt;  - Como não?&lt;br /&gt;  - Vocês, homens, vêm para casa. Nós somos a casa.”&lt;br /&gt;                                                  Mia Couto “o último vôo do flamingo”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sábado modorrento… cabeça doendo e vida passando, só passando. Da uma rodopiada pela sala. Acha de verdade que vai morrer, dessa vez tinha superado qualquer tipo de tolerância quanto a vaga idéia do que é beber demais. Tinha bebido demais, ponto. Tava na cara, no gosto na boca, na sede de condenada a inanição no deserto. Mas hoje não trazia o sorriso de noite mal dormida. Trazia a ressaca da angústia. De quem dormiu brigada com o mundo e acordou com vontade de dar mais uma cochilada de dois meses.&lt;br /&gt;A noite? Estranha. Estranha a tudo, sofrendo por se sentir incapaz de conversar com qualquer pessoa sem se aborrecer muito. Quando bêbada, acaba também a vontade de se esforçar. Sentindo-se inconveniente. Mal estar com ela e com o mundo. Vontade de não existir. Vontade de ir embora. Ir.&lt;br /&gt; Não se despediu de ninguém e sofre depois de meia quadra. Mas não consegue voltar, não conseguia conversar, queria andar por ai meio bêbada para ver se a idéia clareia, se começa doer a perna ao invés do coração. Tentando entender algumas coisas e esquecer outras, meio estúpida desembestada pela rua deserta da noite adiantada. Sem se dar muito conta, foi drenada para um outro patamar de respeito à figura humana. E assim foi tratada por todo o percurso, como devia merecer já que cambaleava de madruga pela rua. Merecia o desprezo e as chateações.&lt;br /&gt;Começou a avacalhar também. Defesa. Aos idiotas que passavam ao seu lado, devagar, lhe oferecendo carona, mandava um cotoco e ria, completando com um idiota, ou um vai tomar no cú professado com a satisfação de quem transborda. &lt;br /&gt; Passada a euforia do último carro ofendido, parou em um boteco acender o cigarro. Do outro lado, no balcão, uma mulher grande, forte, negra, robusta mesmo, esbravejava batendo os punhos de um jeito também meio cambaleante, gritando para um sujeito que dava risada diante do bar todo. O bar todo que também apenas ria num coro violento de puro escárnio.&lt;br /&gt;_ Não fica me olhando como se eu fosse sua, não me olha como se eu fosse uma das tuas negas. Eu te parto a cara. Não me olha assim, porque já disse que não sou tua mulher, que não sou uma das tuas negas.  &lt;br /&gt;  Mais risadas no bar. Saiu e agora já não era capaz de reagir a nada. Queria só sentar e chorar, se lavar, lavar o desespero de todas, de todas nós. Mas agora, não mais se sentia forte. Não se sentia nada. Só sozinha.&lt;br /&gt; Casa, vontade de correr, vontade de quebrar alguma coisa. De dormir por dois meses.&lt;br /&gt;                                                                                                             Cathola&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-115266327274161410?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/115266327274161410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=115266327274161410' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/115266327274161410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/115266327274161410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/07/tenho-saudades-de-minha-casa-l-na.html' title=''/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114962859749330811</id><published>2006-06-06T18:10:00.000-03:00</published><updated>2006-06-06T18:16:37.510-03:00</updated><title type='text'>Aberto para o fórum de discussões. Mulher é a paixão nível 10 por homens de unha suja que lhe tira a vingindade...</title><content type='html'>Publicado na Folha de S. Paulo em 06/06&lt;br /&gt;Mulher apaixonada é capaz de qualquer coisa, até de matar&lt;br /&gt;LAURA CAPRIGLIONE&lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL&lt;br /&gt;Figura central no adiamento do júri, o advogado Mauro Otávio Nacif, 61, defendeu a tese de que sua cliente, Suzane von Richthofen, uma mulher que ele define como "linda, loira e milionária", foi coagida pelo ex-namorado -um "cafajeste"- a participar do crime.&lt;br /&gt;Leia a seguir a tese dele. &lt;br /&gt;Estava tudo montado para "fritar" a moça. Eu tinha de defender a minha cliente. Mas todo mundo queria julgar a moça. Porque é linda, loira, milionária -"vamos pegar a moça"."O julgamento vai sair hoje", disse o juiz. Não pode. Eu não posso, com 61 anos, a minha filha ao meu lado. A minha filha vai pensar o que de mim? Que eu sou um bunda-mole? Um verdadeiro bunda-mole? Um bundão? Eu falei: "Excelência, vamos adiar, porque a lei manda adiar". "Vai ser hoje", ele disse. Eu falei: "Doutor, não vai ser hoje". Foi hoje? Não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 17 de julho, farei o júri da Suzane e vou absolvê-la. O promotor, é claro, quer a moça. Loira, bonita, milionária dá ibope, manchete. Se ela fosse pobre, desdentada, a imprensa não estaria aqui. Nem eu estaria aqui. Nem eu. Ninguém liga para os irmãos. Ninguém quer saber deles. Quer saber da loira, linda e milionária. Brasileiro gosta de mulher bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pááááá na cara dela&lt;br /&gt;O doutor [Roberto] Tardelli diz que a Suzane participou da morte dos pais por dinheiro. Não é verdade. Essa moça é milionária. O pai dava tudo para ela. Isso aconteceu porque o cafajeste [Daniel Cravinhos] não queria perder as mordomias. O pai da Suzane, pela primeira vez, tinha dado um tapão na cara dela -pááááá, assim: "Agora, vai acabar esse namoro". Porque o cafajeste pegava dinheiro da família da Suzane.A Suzane pagou prestação do carro dos irmãos cafajestes, som do carro, reforma da casa deles, carpete, aquário, peixes ornamentais, televisão, DVD, óculos, viagens, roupas, maconha. Cobriu o cheque especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai da Suzane tinha sido seqüestrado -isso é outro dado- mais ou menos uns oito meses antes de ela conhecer o Daniel. Com medo de outro seqüestro, ele andava sempre com a carteira cheia de dinheiro -R$ 5.000, R$ 7.000. Era dinheiro para, numa eventualidade, dar para seqüestradores. Então, a Suzane ia lá e pegava quanto queria. O pai dela era um superpai. Dinheiro não faltava.Quer outro exemplo de mordomia? A Suzane ia viajar com os pais para o Rio Grande do Norte. Toda a família ficava em um hotel cinco estrelas. O Daniel ia de avião e ficava hospedado em um outro hotel cinco estrelas. Tudo pago por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bifurcação&lt;br /&gt;Quando o Daniel viu que a coisa tinha engrossado, ele fazia assim com os dedos [mostra o indicador separado do dedo do meio] para a menina. E dizia: "Agora, Suzane, é a bifurcação. Ou eles ou eu". Se os pais de Suzane não morressem, eles [Cravinhos] perderiam a galinha dos ovos de ouro. Por mais cínico que pareça, era assim que eles a chamavam.A Suzane estava coagida pelo explorador que a viciou em ecstasy e maconha. Essa moça é supercorreta, educada, bonita, fina, poliglota, viajada.Seu azar foi ter-se envolvido com um cafajeste. Ela foi escravizada psíquica e sexualmente -lembre-se que ela antes era supervirgem, nunca tinha beijado um homem na boca. De língua então... Nem sabia o que era a sensação sexual. A primeira providência do cafajeste foi levar a menina para a cama. Ele tirou a virgindade dela com 15 anos. Mas, como não gostava de fazer amor usando camisinha (segundo ele, era mais gostoso sem), obrigava-a a tomar essa tal injeção [anticoncepcional] chamada Mesygina, que a fazia desmaiar a cada vez...O Andreas [Richthofen] está contra a irmã. Mas foi o cafajeste que induziu o Andreas ao uso de tóxicos. O cafajeste comprava tóxico com o dinheiro da irmã e dava para o menor. Está nos autos que o Andreas era maconheiro na época do crime.Mulheres apaixonadasFalam que, depois de presa, ela ainda mandava cartas de amor para o cafajeste. É muito fácil de explicar isso. Demorou três meses para ela se dar conta de quem o Daniel era. Nos primeiros meses, ainda estava envolvida por ele. Ainda mandava carta, chamando-o de "meu amor". Mulher apaixonada.Mulher apaixonada faz qualquer negócio. Homem apaixonado chega até o grau nove de obsessão e de loucura. Mulher apaixonada chega ao grau 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa moça era virgem até o Daniel. Ele, um homem grosseirão, unhas sujas, não era um rapaz de nível. Qual era o atrativo dele? Mulher é assim. Mulher conhece um mecânico, com unhas de graxa, feio, com uma cicatriz aqui... Mulher, quando gosta de um homem, ele vira Brad Pitt. "Ai, que unha linda ele tem, toda cheia de graxa..." Mulher, quando gosta de um homem, ainda mais do homem que lhe tira a virgindade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114962859749330811?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114962859749330811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114962859749330811' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114962859749330811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114962859749330811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/06/aberto-para-o-frum-de-discusses-mulher.html' title='Aberto para o fórum de discussões. Mulher é a paixão nível 10 por homens de unha suja que lhe tira a vingindade...'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114953584209122761</id><published>2006-06-05T16:27:00.000-03:00</published><updated>2006-06-05T17:14:47.186-03:00</updated><title type='text'>Sem-terrinha em ação</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/1600/pict_stt8_014_med.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/320/pict_stt8_014_med.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando cheguei à Secretaria de Justiça já procurei por ele. “O Gabriel está aqui?”. Mostraram-me o menino-quase-neném dormindo num saco de dormir estendido sobre o chão de mármore que mais parecia de gelo.&lt;br /&gt;“O Gabriel sofreu uma baixa.” – Correndo pelo “palácio” que não foi feito para crianças - bateu a cabeça em uma quina das pilastras. Doeu, sangrou e ele estava dormindo com um curativinho ao lado do olho.&lt;br /&gt;Daí a pouco ele acordou, lembrou onde estava, sentiu seu machucado e chorou pedindo pela mãe. O curativo vazou. As mães improvisadas cuidaram em limpar o machucado, pegá-lo no colo e dizer que a mãe já vinha – daí a pouquinho.&lt;br /&gt;Mas era mentira. Mentira necessária para crianças-sem-terrinha. Sua mãe ainda ficaria umas 4 horas numa reunião para exigir que o acampamento Irmã Alberta torne-se definitivamente um assentamento de reforma agrária.&lt;br /&gt;Enquanto negociavam com a secretária de Justiça, os outros sem-terra cantavam, rezavam e gritavam para que os que passassem na rua ou trabalhassem ali lembrassem da sua existência, da sua luta.&lt;br /&gt;No fim do dia-expediente a reunião acabou e, pelas caras dos que desciam, dava para ver que a boa notícia ainda não tinha chegado. Irmã Alberta estava séria, a mãe do Gabriel também. Vinham comunicar aos que esperavam que os quatro anos de luta ainda não foram suficientes para a conquista daquela terra. É preciso esperar mais.&lt;br /&gt;Gabriel já tinha cansado de chorar há muitas horas atrás. Já tinha voltado a brincar e depois se aninhou no colo do pai. Quando sua mãe desceu ele ainda esperou que ela dissesse a todos o que se passou.&lt;br /&gt;Quando eu ia embora olhei para os dois, estavam rindo – ele contando coisinhas de amor para a mãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(aline)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114953584209122761?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114953584209122761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114953584209122761' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114953584209122761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114953584209122761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/06/sem-terrinha-em-ao.html' title='Sem-terrinha em ação'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114874029271211715</id><published>2006-05-27T11:29:00.000-03:00</published><updated>2006-05-27T11:31:32.723-03:00</updated><title type='text'>Estamos em todos os lados!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/1600/normal_mujeres.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/320/normal_mujeres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;cqs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114874029271211715?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114874029271211715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114874029271211715' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114874029271211715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114874029271211715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/05/estamos-em-todos-os-lados.html' title='Estamos em todos os lados!'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114833700952170470</id><published>2006-05-22T19:29:00.000-03:00</published><updated>2006-05-22T19:30:09.533-03:00</updated><title type='text'>Carregou</title><content type='html'>Carregou.&lt;br /&gt;Foi embora, pelo caminho mais longe. Ainda tinha o tal cadáver nas costas.&lt;br /&gt;Estupefação.&lt;br /&gt;Precisava estudar, ler um pouco. Tirar essas caraminholas da cabeça. Tinha tanta coisa pra pensar, mais um monte pra fazer. Não conseguia. Qualquer barulhinho dispersava sua atenção. Esperava alguma coisa que não vinha. Não viria. Sabia disso, né? Não queria acreditar. E esperava, esperava, esperava... Esperava o quê? Sei lá!&lt;br /&gt;- Preciso? Quero, desejo, muito. Tô triste, carente, diferente. Menos doce, bastante agressiva, sem controle. De emoções e atos. Tipo mulher braba mesmo. Tô assim, confusa. Tudo nebuloso, mó estranho.&lt;br /&gt;Te vira nêga! Fazia eco...&lt;br /&gt;Tinha muito sono, não tava cansada, mas a sensação era de que ia apagar a qualquer instante.&lt;br /&gt;Faz frio e o barulho é distante e baixo.&lt;br /&gt;- Adoro a vista que se tem daqui. Não é bonita, não é de encher os olhos, não tem nada de especial, só gosto. Fico olhando as janelas dos apartamentos, cheias de roupas, plantas...&lt;br /&gt;Sonhava, quase todas as noites. Um monte de bobagem. Pra quê ficar tão inquieta? Pq a cabeça não parava quieta? Tudo era só arrogância e futilidade. Irritação por conta de desejos demasiado contidos.&lt;br /&gt;- Que maluco trouxa!&lt;br /&gt;Sono. Muito.&lt;br /&gt;- Queria resolver isso tudo. Criar umas certezas e me agarrar. Que bosta! Quero chorar e choro. Dane-se! Pq não me dá um fora? Diz assim: Legal, foi bom, mó delicia. Mas foi! Já era! A gente se vê qualquer dia. Tchau! Daí era só curar as pernas quebradas... Estou cheia destes malditos sentimentos que nunca vão embora. O coração parece querer pular de dentro do peito. Chega! Sai, porra! Tô cansada!&lt;br /&gt;Esvaziou o copo, destrancou a porta, deitou e dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114833700952170470?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114833700952170470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114833700952170470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114833700952170470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114833700952170470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/05/carregou.html' title='Carregou'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114788947333686706</id><published>2006-05-17T14:59:00.000-03:00</published><updated>2006-05-17T15:14:07.253-03:00</updated><title type='text'>33 - Parte II</title><content type='html'>&lt;em&gt;Que menino chato que não responde aos meus apelos! Pelo menos um não eu mereço! Agora fico aqui presa ao reflexo inútil da janela por onde entra a insuportável vida. Hoje está difícil viver. Nada, nada me faz sentido. Tudo partiria dessa resposta estúpida que não chega, que o menino não tem coragem de dar. Vai! Me diz logo! Se desfaça desta cabacice do não. Quebre logo as minhas pernas pra eu tratar de curá-las. Não me deixe aqui fadada a dúvida!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acabe com essa angústia de ver a violeta desabrochar e não achar a menor graça.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era esse o grito contido no rosto amargo de menina refletido no vidro que ainda vibrava ao som das últimas palavras. &lt;em&gt;Te vira nêga! &lt;/em&gt;Engolido. Sufocado pelas simples impressão de não se ter o que fazer. Muitas vezes o fardo é nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, vai carregar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou o número 33 da rua de trás com um cadáver nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114788947333686706?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114788947333686706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114788947333686706' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114788947333686706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114788947333686706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/05/33-parte-ii.html' title='33 - Parte II'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114730475688254174</id><published>2006-05-10T20:44:00.000-03:00</published><updated>2006-05-10T20:48:18.583-03:00</updated><title type='text'>33</title><content type='html'>Fechou a porta de saída como quem esvazia. Esvaía umas idéias madurando que cresciam nos últimos dias, saindo que nem espinhas e pipocando pelo rosto mesmo. O sentimento era de estupefação.&lt;br /&gt;- Eu pego esse maldito!&lt;br /&gt;Todo esse roteiro, lágrima sobre um tanto de tranqueira, roupas véias e pó, mofo e cachorro molhado, baguios de toda maneira, caraminholas e minhocas, juntas num caldo bem forte que é o pessimismo da moça, feita perfeita para amar! Ugh! Saiu por aí precisando andar, afinal, já dizia o casal moderno, agora que não é mais só precisa se encontrar. Como se jogasse um esconde-esconde consigo mesma, procurou caçar uns problemas por aí. Arranjou o jeito de dar nó em cobra, se afobou demais e parou de novo pra pensar com força. Uns negócios carcomendo, nada muito claro aparecendo, isso juntando com aquilo e uns nós amarrando tudo e mais. Tenta:&lt;br /&gt;- Vou fazer a lista das queixas, tudo dando pitaco, o copo meio vazio, a cama desarrumada, puta moleque chato, reclama de tudo, invade tudo, fica com cara de bosta, não sabe cozinhar, não sabe tocar nada, anda torto, não fala que eu sou bonita, não gosta de sair de casa, eu tenho que ficar agradando, eu tenho que ficar sofrendo, se ele tá aqui é meio ruim, se vai embora é ruim inteiro, eu não posso nem ficar triste, tenho vergonha do meu cabelo, se eu baixo a guarda ele repara fica falando, mas o pior é quando pára! Eu não sou mais nem apaixonada, nem poesia eu faço mais. Minha alegria ficou dura, ela demora um tempo: misturou com a água que eu bebo, se não me esforço nem percebo. A lista das queixas continua, o copo meio vazio. Se é meio vazio eu deito. Eu paro. Tanta coisa pra pensar. E quanto mais eu penso mais fica embaçado. Vou acabar com esse negócio. Não tá indo, não tá caminhando...&lt;br /&gt;Mas a constatação vai virando cimento, que a gente cada vez põe mais areia. E toda pessoa sabe que a razão tem jeitos de ser cruel, então o cimento vai cimentando, unindo os blocos da menina. Constatação...&lt;br /&gt;O vento frio entra no nariz e pela nuca, saudade do sol, pouca blusa. O frio dá raiva, e a raiva agora é de tudo ser tão errado, como se todo o ódio se juntasse bem ácido num ponto da boca do estômago, desvirginando um conformismo doido porque raivoso. Sentiu que nada era imune. As casas ao redor, todas magoadas, baixavam a cabeça: sim senhora.&lt;br /&gt;- Que cê ta olhando?&lt;br /&gt;A rua humilhada, tudo esmaecia, a noite desmaiava. Já viu uma mulher braba?&lt;br /&gt;Tudo em volta conspirava, chegava no pé do ouvido e soltava um urro.&lt;br /&gt;- Filho da mãe descabacento! Vou lá porque isso não tá certo! Tem que acabar!&lt;br /&gt;Já estava na rua detrás, foi fácil mudar a rota pela viela, andar mais um pouco, a mil. A mina com a boca seca chegou na porta do amado, pobre coitado.&lt;br /&gt;- 33, sou eu, abre aí pra gente conversar.&lt;br /&gt;-Entra, que foi?&lt;br /&gt;- Nhé.&lt;br /&gt;Deu um beijo jogado, nem precisava.&lt;br /&gt;A sala rodava em volta dos dois. O único som era o estalar dos dedos, a novela das oito.&lt;br /&gt;- Vou dizer logo porque eu não sou molenga e falo o que penso!&lt;br /&gt;- Tô ouvindo!&lt;br /&gt;- Ó, meu mundo tá bagunçado, eu gosto muito demais de você, mas não tô agüentando, é difícil ficar junto, não sei o que vai ser ( chôro).&lt;br /&gt;Um sorriso tinge a boca do rapaz, que quase suspira de alívio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se vira, nêga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carolzinha)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114730475688254174?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114730475688254174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114730475688254174' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114730475688254174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114730475688254174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/05/33.html' title='33'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114607051827795782</id><published>2006-04-26T13:53:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T13:57:13.716-03:00</updated><title type='text'>Para que dizem os canalhas.......</title><content type='html'>Mais uma vez, notícias abalam as protegidas castas superiores. Mais uma vez, o que é corriqueiro para alguns, torna-se motivo de espanto, medo e especulação por parte de outros. Era mais ou menos quando algum programa rural ou de turismo, de alguma concessão local de Tv, resolvia fazer um programa em algum lugar na cidade onde eu morava. Nunca nos víamos na televisão. Não vemos o trânsito na avenida pela qual acabamos de passar. Nem passamos diariamente pela loja que anuncia uma promoção, nem mesmo aquelas que se espalham como pragas naturalizadas, da série Casas Bahia. Tínhamos um jornaleco que saía a cada 15 dias com nove páginas, sendo duas ou três de editais da prefeitura. Nos víamos muito pouco pelos olhos dos outros.&lt;br /&gt;Certa vez resolveram filmar uma pedra, conferindo-lhe o status de turística, uma das grandes belezas da região. Era a pedra do elefante, onde eu já tinha ido algumas vezes por motivos de força maior, de forma objetiva, para fugir da moral ou da polícia. E não é que a tal pedra, que eu nem achava que parecia um elefante, com uma simples aparecidela na globo local se tornou celebridade? Passei anos ouvindo que ninguém entendia porque ela se chamava “elefante” (como uma outra era a da tartaruga). Porque salvo algumas exceções, a grande maioria nem sabia direito o que era, nem achava parecida com elefante, e pouco se importava com isso. Queriam mais e que a pedra se explodisse. E depois da matéria, todos a tinham como parte da família. Discutia-se sobre a pedra. Sobre sua aparência e proximidade de traços com o elefante. De uma hora para outra se repetia o discurso de que a cidade tinha, certamente, uma pedra em forma de elefante.&lt;br /&gt;Tá, admito, ela tem algumas formas arredondadas que com algum esforço, lembram um mamífero ancudo e grande. Mas são alguns poucos traços, exceções que criaram a lei e regra incontestável de que é obrigatoriamente um elefante.&lt;br /&gt;Pedras a parte, lembrei dessa bobagem toda por conta de uma história triste e rotineira em algumas realidades distantes de alguns mundinhos: o estupro de uma garota na USP. Primeiro, esse absurdo acontece todos os dias em todos os lugares, mas precisa ter visibilidade social, em um lugar feito para poucos eleitos para que se torne um problema. Segundo, de acordo o que diz a garota, ela precisou convencer os guardas universitários de que não era uma louca putana fugindo de alguma suposta orgia mal resolvida. É assim que somos vistas pelos outros. Ela poderia realmente estar mentindo, mas esta teria que ser a última hipótese a ser levantada, porque a regra é a violência.&lt;br /&gt;Dessa forma, precisamos da bênção de canalhas da imprensa para que nossas lutas se tornem sérias e para que não sejamos tratadas como exceções esquizofrênicas. O que é mais óbvio quando uma menina aparece em estado de choque semi-nua afirmando que foi estuprada? Que ela esta mentindo, claro. Mas quando a imprensa se utiliza da tristeza para disseminar o medo e justificar o aumento da repressão para com a parcela da população tida como suspeita, então o elefante aparece. Entendemos suas formas e o vemos como tal. Antes era apenas uma pedra, assim como a garota poderia ter se tornado mais uma lenda da tradição de loucos cruspianos. E dessa forma, passamos a repetir o que dizem os canalhas. Deixamos de pensar o que pensam os canalhas fascistas e machistas para se defender o que diz a mídia sensacionalista que pouco se importa com os sofrimentos cotidianos.&lt;br /&gt;Dane-se se a pedra é ou não é um elefante, o fato é que ela existe. Pouco me importa se a garota estava mentindo ou não, e torço muito para que ela estivesse. Mas o senso comum se alimenta o tempo todo do que dizem os canalhas, que poderiam ter divulgado uma outra versão, e daí? Passariam todos a dizer que a violência sexual é uma histeria coletiva de mulheres loucas e mal amadas?&lt;br /&gt;Somos julgadas pela exceção ou utilizadas como seres frágeis vitimizadas pela violência generalizada que se concretiza de forma específica, mas praticada pelo mesmo tipo de bandido bárbaro que assalta condomínios em bairros de luxo,e que geralmente tem entre 25 e 30 anos, é alto e negro. Quando se sabe que grande parte da violência ocorre dentro de casa, que as vitimas sofrem em mãos conhecidas.... e aí, que policia resolve isso? Quem vai convencer a todos que se trata de um elefante, quando ele sempre esteve ali, ninguém nunca olhou muito pra ele, e, além disso, está praticamente no seu quintal?&lt;br /&gt;                                                                                                                                 (catchola)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114607051827795782?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114607051827795782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114607051827795782' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114607051827795782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114607051827795782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/04/para-que-dizem-os-canalhas.html' title='Para que dizem os canalhas.......'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114589389409280071</id><published>2006-04-24T12:27:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T12:51:34.130-03:00</updated><title type='text'>Santo Futebol</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/1600/eva_peron_futbol.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/320/eva_peron_futbol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era para sair no Futebol e Resistência, mas as vândalas passaram antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentê, até que é legal ver esses argentininhos com uma referência não exclusivamente masculina para o futebol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que pairam dúvidas se Evita, enquanto "santa", ainda era mulher...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em jogo que todas as mães são putas... só sendo santa. (aline)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;Valeu Bia! Manda mais!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114589389409280071?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114589389409280071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114589389409280071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114589389409280071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114589389409280071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/04/santo-futebol.html' title='Santo Futebol'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114409381690938553</id><published>2006-04-03T16:46:00.000-03:00</published><updated>2006-04-03T16:50:16.923-03:00</updated><title type='text'>Teatro da oprimida</title><content type='html'>Era uma oficina de Teatro do Oprimido para educadores.&lt;br /&gt;Acostumados a serem os animadores das platéias que se enfileiram nas salas de aula, àquelas pessoas coube a difícil tarefa de representar situações de opressão.&lt;br /&gt;A situação preferida desses educadores era a da própria sala de aula: em algumas cenas tornavam-se eles próprios – professores autoritários, em outras se divertiam no papel de alunos baderneiros.&lt;br /&gt;As imagens de opressão vinculadas ao ambiente escolar brotavam uma a uma e todos pareciam se sentir bem vivenciando aquela violência. Riam muito.&lt;br /&gt;Mas alguém propôs a representação de uma cena onde uma mulher apanhava.&lt;br /&gt;Durante alguns minutos alguns conseguiram ao menos parar de rir, algumas mulheres prontificaram-se em esclarecer que aquela situação nada tinha a ver com elas e, por isso, não poderiam representá-la.&lt;br /&gt;Depois foi só silêncio, até que uma outra mulher se levantou e disse:&lt;br /&gt;–Eu faço a cena. Sou eu a mulher que apanha.&lt;br /&gt;Alguns continuaram em silêncio. Outros choraram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aline)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114409381690938553?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114409381690938553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114409381690938553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114409381690938553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114409381690938553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/04/teatro-da-oprimida.html' title='Teatro da oprimida'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114356010877305429</id><published>2006-03-28T10:55:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T12:45:01.473-03:00</updated><title type='text'>A sexualidade da mulher negra</title><content type='html'>Ana Maria Rodrigues Ribeiro&lt;br /&gt;12/7/91&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo atrás tornou-se familiar o termo "mulata-tipo-exportação". O que isto significava? A escolha de uma mulher negra, bem próxima do elemento branco, fenotípicamente falando que, por seus atributos de beleza física era explorada por grupos e/ou empresários das noites brasileiras para servir aos apetites sexuais de homens oriundos do segmento branco populacional, notadamente turistas estrangeiros. Este termo também indicava que um "mercado" no exterior de escravas (paradoxalmente chamada de escravidão branca), estava aberto às mulheres negras.&lt;br /&gt;No cerne deste fato existe a coexistência de um estereotipo sexual ligado as mulheres negras com cor de pele mais clara, denominada pelos brancos de MULATAS e, ingenuamente repetido por elas mesmas, sem atentarem à origem ofensiva do termo: mulata vem de MULA.&lt;br /&gt;Tal estereotipo remete a uma imagem usada para justificar e realimentar o desejo manifesto dos homens brancos em relação às mulheres negras. Imagem que as caracteriza como mais sensuais, afetivas e libidinosas, notadamente nos jogos sexuais, sem deixar de conter um certo grau de amoralidade e, algumas vezes, de imoralidade também. Nas piadas sujas do homem branco, a mulher negra aparece como aquela que é mais "quente" e que facilmente premia com seus atributos de beleza e dotes físicos a realização de desejos inconfessáveis daquele.&lt;br /&gt;O homem negro também é afetado por tal estereotipo, sendo considerado por homens e mulheres brancos como mais bem dotado em relação ao seu órgão sexual, sua força e paixão.&lt;br /&gt;No meu trabalho de doutorado, defendido recentemente na Usp em São Paulo, pesquisei a questão da mulher negra no século XIX, no Rio de Janeiro, na tentativa de compreender sua situação naquele momento de estruturação da sociedade brasileira. Numa hora em que os valores e diferentes visões de mundo são realinhadas na sociedade, como fica o grupo negro nesta questão, a família negra, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que o grupo negro chega ao Brasil para servir de mão-de-obra explorada e, para tanto é caçado incansavelmente nas savanas e florestas africanas, Num determinado momento, o som dos tambores das aldeias misturou-se com os gritos e lamentos daqueles que eram arrancados de seu ambiente ou que tinham extirpado de junto de si algum ente querido: mãe, filho ou companheiro. O choro do povo negro vindo da floresta continuava pelo Atlântico até as terras do Novo Continente.&lt;br /&gt;A situação dos tumbeiros, continuando a condição de indignidade, assemelhava-se a uma seleção: somente os muito fortes e resistentes sobreviviam à travessia pelo mar.&lt;br /&gt;Entretanto o ser humano possui uma infinita capacidade de adaptação e o grupo negro mostrou que, mesmo vivendo sob condições desumanas e extremamente cruéis, poderia resistir nesta nova terra chamada Brasil.&lt;br /&gt;Este resistir envolve muitos aspectos, examinemos alguns mais de perto.&lt;br /&gt;Para falar da sexualidade da mulher negra é necessário que, inicialmente, se entenda o tipo de consciência que se tem do corpo, isto é, o tratamento psíquico-cultural que é dado ao corpo em determinadas etnias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada civilização ocidental cristã, composta basicamente por povos brancos, tem em relação ao corpo, principalmente o da mulher, idéias que vão do sujo ao maligno, ligando o corpo a história dos mais horrendos pecados. E isto não é surpreendente se considerarmos que as principais religiões desenvolvidas no âmago desta civilização, consideram pecaminoso o ato que, na verdade, é a expressão mais completa de carinho e amor, responsável pela continuidade da vida humana, o ato sexual. Assim como envolvem o surgimento de uma nova vida em véus de pecado e ignobilidade. Tanto que a representação humana de seu Deus, Jesus Cristo, teve que nascer de uma mulher virgem e, seu parto ocorreu quase como uma aparição mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também algumas civilizações orientais, na tentativa de adaptar o corpo da mulher aos seus poderes e submissão, mutilam-nos e os deformam.&lt;br /&gt;O povo negro não.&lt;br /&gt;De uma forma que muito nos agrada, tratamos nosso corpo como o melhor lugar que temos para morar, sem muitos falsos moralismos e inadequações de coberturas.&lt;br /&gt;A compreensão que a mulher negra tem de seu corpo era e ainda é, mais liberta e tranqüila que outras etnias. Prova a pouca cobertura, os enfeites e balangandãs, a alegria dos motivos dos tecidos, a maior liberdade de se aceitar a nível físico-corporal. Prova o andar diferente, mais solto, em comunhão com o eixo que a liga à Terra em sua relação com a gravidade. A ausência de rigidez no andar faz aparecer um molejo diferente, que lembra um pouco o andar sobre seixos rolados dos leitos dos rios ressecados africanos.&lt;br /&gt;No Brasil, até quase o final do século XIX, as mulheres negras eram vistas nas ruas ou em seus trabalhos, com pouca cobertura. Apenas de saiote, seios à mostra, enquanto lavavam roupa nos riachos da cidade ou carregando seus balaios e crianças. Para horror e escândalo dos cristãos e seus sacerdotes.&lt;br /&gt;Em relação ao afeto e carinho, atendem melhor aos apelos de suas emoções, tratam seus filhos com uma intuição que mais se assemelha ao atendimento de necessidades básicas de seres humanos do que a reprodução de preceitos morais ou valores sociais.&lt;br /&gt;Cabe aqui ressaltar que quando falamos no não atendimento a valores sociais não estamos sugerindo um estado de ANOMIA. Somos frontalmente contra tal conclusão. Nossa reflexão acompanha a constatação que a sociedade brasileira com seus valores não é uma sociedade negra, nem afeita ou respeitosa a tal grupo. É uma sociedade branca e, como tal, tem uma ideologia branca que se caracteriza, entre outras em discriminar e maltratar o povo negro. Ora, não atender a valores de tal sociedade, deve ser a meta da população negra.&lt;br /&gt;Além disso, verificamos que a resistência do povo negro inclui também manter alguns de seus costumes e valores oriundos da África.&lt;br /&gt;Sendo assim, as diferenças nas questões ligadas às relações de mulheres e homens com a natureza e de mulheres e homens entre si foram mantidas e até hoje podem ser verificadas.&lt;br /&gt;Na família negra, por exemplo, a estrutura é notadamente com o eixo no elemento feminino. Gerações de “mães-solteiras” – termo ideologicamente branco, como se, para se ser mãe, fosse necessário estar casado – com o núcleo masculino visitando o núcleo familiar esporadicamente. Isto, evidentemente, dará um enfoque diferente em relação à fidelidade, duração da relação, vínculo, tratamento das crianças, etc. Também a socialização de meninas e meninos se fará sem a extrema carga de pecado e imoralidade que cerca o corpo das crianças brancas, podendo deixar o adulto negro um ser humano mais tranqüilo e relaxado em relação ao seu corpo e à sua sexualidade.&lt;br /&gt;Evidentemente que estamos falando do grupo negro em situações específicas, ou seja, naquelas em que ele pode ser tratado, e viver, como ser humano digno e feliz com respeito a sua vida. Infelizmente, não é o que acontece com freqüência, na maioria das grandes cidades de nossa sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114356010877305429?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114356010877305429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114356010877305429' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114356010877305429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114356010877305429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/03/sexualidade-da-mulher-negra.html' title='A sexualidade da mulher negra'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114350261570754385</id><published>2006-03-27T20:32:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T14:35:32.266-03:00</updated><title type='text'>Assim que é, assim que tá</title><content type='html'>Estou trabalhando quase o que normalmente, naturalmente, todas as pessoas, em melhores ou piores condições, umas mais e outras menos, trabalham. As subalternas sempre menos em condição e mais em tempo.... Enfim, estou tentando me resignar para sofrer menos.&lt;br /&gt;- Uma hora acostuma..... Fazer o quê?&lt;br /&gt;É isso. É o que mais ouço. Uma hora, um dia, quando a vida já estiver toda bebida pelo lucro filha –da – puta, de outro filho-da-puta, acostuma. Lotação lotada acostuma. Humilhação acostuma. Salário miserável que simboliza a liberdade de comprar a própria ração ao invés de recebê-la diretamente do senhor, acostuma.&lt;br /&gt;“ Ei senhor de escravo... sozinho se não guenta, sozinho se não guenta”&lt;br /&gt;É o que da vontade de levantar e gritar no ônibus, no boteco, no escritório....... Somos nós que guentamos. É no nosso lombo que o chicote estrala. Mas são eles que vão pra Miami. A linha de entendimento do problema não é tão complicada. Na verdade é bem obvia e simples. Aliás, é estúpida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vivendo entre o sonho e a merda da sobrevivência”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então por que é que eu alimento tudo isso? Por que eu e todo mundo alimentamos a porra do mito de que isso aqui é o mais próximo que podemos chegar da dignidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se o meu futuro estiver traçado, eu vou até o fim só pra ver o resultado. Quero dinheiro e uma vida melhor, antes que meu castelo se transforme em pó.&lt;br /&gt;É, assim que é, assim que tá.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei com essa música. Fiquei pensando na vida melhor.... e não consegui enxerga-la. Me esforcei, tentei me animar (mesmo sendo 6:30 da manha), tomei banho e ainda não vislumbrava nada. Lotação e nada. Café da D. Maria, e apesar de muito gostoso, nada.Conversa com o Rubão, o segurança, e piorou..... Fumei mais um cigarro e fui em direção à máquina maldita com o relógio castrador, o feitor virtual... e nada.&lt;br /&gt;Quando bati o cartão, acabou.&lt;br /&gt;Não existe vida melhor. A lógica da exploração não permite a vida melhor. Nem com dinheiro no bolso. Sem ele, fodeu, porque fica tudo ainda mais esquizofrênico. Nesse mundo, como esta e como é, só cabe a vida que a cada dia fica pior. Fora da Vila Madalena e o Reino dos duendes, só cabe gente reclamando, triste.&lt;br /&gt;Não dormiu porque a telha brasilit esquenta demais. Tá triste porque a filhinha de dois anos queria passar o dia junto, mas vai ser depositada na creche como todos os dias. Trabalha para pagar o juiz (o que ele determinou, mas no fundo dá na mesma), em 12 vezes para conseguir a escritura da casa que mora há 30 anos e que agora, dizem, alguém ou um banco é o dono.&lt;br /&gt;Vida melhor quando? Ah... o sonho da aposentadoria, a alforria. Só que isso é luxo europeu. Aqui meu amigo, vida melhor é aposentar para poder fazer bico como segurador de placa, ou guardador de imóveis em exposição.E com a grana extra, comprar uma costela e assar na laje com os netos.... sendo otimista, claro.&lt;br /&gt;Final feliz, só em novela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114350261570754385?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114350261570754385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114350261570754385' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114350261570754385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114350261570754385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/03/assim-que-assim-que-t.html' title='Assim que é, assim que tá'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114322630303337377</id><published>2006-03-24T15:36:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T14:28:46.093-03:00</updated><title type='text'>Pra todas as vândalas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aproveitando que ainda é março (porque já quase não é) , recordo que este mês é encarregado pelo Dia Internacional da Mulher...Dia Internacional da Mulher!!! Fiquei pensando no que isso significava durante o desfile lilás que fizemos na Paulista, nesta ocasião. Cada uma tão diferente da outra...de que mulher se está falando? Da velhinha que acompanhava a marcha com dificuldade e que já teve que se queimar muito em ferro de engomar? Ou das duas meninas que se beijavam carinhosamente sob o olhar desaprovador da mesma velhinha? Da Irmã Alberta, padroeira do mais velho acampamento rururbano do MST-São Paulo? Ou da menina alegre que carregava na camiseta os dizeres &lt;em&gt;Faço sexo sempre que quero, Engravido só quando&lt;/em&gt; &lt;em&gt;posso&lt;/em&gt; (ou o contrário...)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos tantas quanto somos. Algumas carregavam seus filhos nos braços e relatavam a vitória de estarem ali. Eu, anônima, escapei da aula onde minha ausência não incomodava a ninguém. Nem mesmo às mulheres. E podia estar ali ou em algum bar bebendo nosso Dia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E é esse o barato de estar ali! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembrei-me do que havia escrito uma vez quando me perguntei o que era ser mulher:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somos todas um amálgama de identidades que se confundem nas nossas lutas diárias da busca pelo que somos nós. Sou trabalhadora. Sou latino-americana. Sou corinthiana. Sou mulher. Esta última é um dado do meu ser do qual eu não posso me furtar, esconder, não pensar, resolver. Eu sou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque a nossa (r)existência não acaba no 8 de março!! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E se conhecimento fosse pra todo mundo, a gente não estaria estudando eucalipto!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;J.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114322630303337377?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114322630303337377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114322630303337377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114322630303337377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114322630303337377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/03/pra-todas-as-vndalas.html' title='Pra todas as vândalas'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114261926708374181</id><published>2006-03-17T15:10:00.000-03:00</published><updated>2006-03-17T15:15:41.213-03:00</updated><title type='text'>Mãe África</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;"O homem tem uma arma, uma Kalashnikov soviética, apoiada no ombro esquerdo. Um boné verde oculta-lhe o abundante cabelo desgrenhado pelo suor e os dias de peregrinação de volta à proteção verde e densa da floresta. A barba termina em duas pontas, no queixo. Os olhos são grandes e realçados pelos sinais das noites mal dormidas. Veste uma farda camuflada e calça botas militares. Do cinturão está pendente uma bolsa-cartucheira para os carregadores de reserva. Ao lado dela, uma bolsa verde, menor, guarda papéis e o emaranhado de anotações que lhe vêm à mente e o fazem registrar fatos do presente e do passado que povoam sua cabeça. Mais atrás, uma corda enrolada. Do lado esquerdo, o cantil e o punhal adaptável à arma. Na parte da frente do boné está espetado um emblema oval, onde se nota um facho aceso empunhado por uma mão negra: o homem é um guerrilheiro." (Pepetela) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114261926708374181?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114261926708374181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114261926708374181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114261926708374181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114261926708374181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/03/me-frica.html' title='Mãe África'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114255616351509206</id><published>2006-03-16T21:39:00.000-03:00</published><updated>2006-03-16T21:42:43.523-03:00</updated><title type='text'>119C - Vila Sabrina/Term. Princesa Isabel</title><content type='html'>Sentido Vila Sabrina - Antes das seis da manhã só andam pela rua os estudantes, ou os operários. Não andam, zumbizam nos pontos de ônibus a espera da condução. Não é a primeira do dia, e nem a última.&lt;br /&gt;         O Terminal Princesa Isabel ferve, todos correm entre as passarelas, incrivelmente os ônibus esperam os pedestres que não podem perder os ônibus por segundos, quinze minutos de atraso são descontados no ponto, penso eu, ele e ela.     &lt;br /&gt;         Qualquer segundo entre as 6:15 e as 6:17 o ônibus sai lentamente do terminal. O motorista sabe que não vai chegar mais ninguém, pois um ônibus as seis da manhã é uma comunidade.&lt;br /&gt;         Aqui estão as que vão sempre sentadas, moças todas, trabalhadoras de confecção. Pegam este ônibus para chegar as 6:50 no Pari, e sentar dez minutos pelo menos, para depois encarar 10 horas de trabalho, em pé. Quem me disse? A primeira moça que sentou ao meu lado, no primeiro dia. Dez horas é pra compensar o sábado.&lt;br /&gt;         Todos se seguram, o ônibus para bruscamente no cruzamento, o corpo está automatizado pela rotina, já sabe do tranco. Depois de feita a volta no terminal, farol da Avenida Rio Branco. Cruzam pela faixa mulheres com crianças e bebês dormindo no colo, vão para a creche dormindo.&lt;br /&gt;         Cruza a Rio Branco, largo do Coração de Jesus, passa atrás da Estação Júlio Prestes, dá a volta na Praça Mauá e lá o pessoal está acordando. Sobe um monte de gente, agora são os moços, de pé, com sacolas. Você quer que eu segure? Não precisa.&lt;br /&gt;         Circunda a Praça Mauá, cruza o viaduto do trem e chega no Parque da Luz, já aberto. Freiras e mulheres coreanas caminham, todas velhas. Olho todos os dias para a copa das árvores para ver se encontro as preguiças.&lt;br /&gt;         Dá a volta no Parque da Luz, passa ao lado do Liceo e atravessa a Avenida Tiradentes. Ali tem o castelo amarelo de um lado com um cheirinho de cavalos com esgoto. É só bem cedo que dá pra sentir este cheiro de verdade!&lt;br /&gt;         Anda um pouco, vira a direita, vira a esquerda, rua São Caetano. Lojas de máquinas de costura e uma outra de manequins. Exposto na marquise da loja um modelo de moça jovem, com os seios de plásticos pretos de poluição. È uma cena que me entristece toda vez. Não deixa essa imagem de mulher aí, desse jeito.&lt;br /&gt;          Um pouco pra lá as ruas tem a cara do centro velho mesmo. Pensões, porões adaptados como casa, muito lixo na rua, roupas nas janelas, gaviões pixado no muro, só os botecos abertos.&lt;br /&gt;          Vira a esquerda, uma visão. A Mesquita do Brás! Surreal com minaretes e mosaicos e cerca eletrificada. Depois, o centro comercial do Pari, estacionamento para ônibus, feira da madrugada, várias mulheres andando em busca de roupas para revender. São 6:30 da manhã.&lt;br /&gt;           Á direita, o bairro do Pari, com igreja, pracinha e tudo. À esquerda Rua Rio Bonito, estamos quase chegando. Na esquina, todas as moças descem. São ali as confecções.&lt;br /&gt;            À esquerda de novo e cruzamos a ponte do Rio Tietê. Todo mundo se segura de novo, agora vai correr, vento na cara e acorda. Está chegando o seu ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A Sabrina mesmo, eu ainda não cheguei a conhecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114255616351509206?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114255616351509206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114255616351509206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114255616351509206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114255616351509206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/03/119c-vila-sabrinaterm-princesa-isabel.html' title='119C - Vila Sabrina/Term. Princesa Isabel'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114252176476087375</id><published>2006-03-16T12:07:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T14:29:38.066-03:00</updated><title type='text'>Educa cão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Onde fica o Caetano de Campos?&lt;br /&gt;- Ah, o colégio? Fica ali do outro lado da praça. É só seguir reto, pela floricultura.&lt;br /&gt;Na medida que nos aproximávamos do “outro lado da praça”, skates cruzavam nossos caminhos, grupos de cinco jovens falavam alto e riam da menina que fingia estar irritada, mas não conseguia conter o próprio sorriso e demonstrava sua suposta ira com uma mochilada no colega, que logo a abraçava, uma senhora saia do supermercado, oculto pela marquise da Praça Roosevelt, e se aproximava da floricultura onde um senhor com cara enrugada pitava seu Derby, atrás dela vinha o moleque com uma garrafa verde de plástico encostada na boca. Cruzamos a praça. Chegando ao outro lado avistamos uma casa antiga, de cor amarela, e muitos grupos de jovens que se cumprimentavam, flertavam e tomavam o rumo de algum lugar que poderia ser sua casa. Aproximamo-nos.&lt;br /&gt;- Olá! A gente está fazendo um trabalho para a escola e precisávamos entrevistar um aluno que tivesse boas histórias com a diretoria e quisesse contá-las.&lt;br /&gt;- Ah! É aqui mesmo!&lt;br /&gt;E caíram na gargalhada, quando logo despontou o G. e já nos levou para um canto, incrivelmente disposto a nos conceder a tal entrevista.&lt;br /&gt;- Tudo bem se a gente gravar o que você vai dizer?&lt;br /&gt;- Beleza!&lt;br /&gt;O rapaz de vinte três anos, então, pôs-se a falar. Ex-aluno do colégio Caetano de Campos, ele deveria ter se formado nesta mesma instituição ao final do ano passado, mas foi retido; estava parado e esperava o próximo ano letivo para concluir o ensino médio. Quem sabe em algum colégio do interior ou lá no Caetano mesmo, onde já conheciam seu histórico e ele não necessitaria de alguém para “limpá-lo”.&lt;br /&gt;Trabalhador no mercado, G. espera conseguir uma vaga de office-boy interno ou externo para ganhar mais e depois estudar odontologia, se não conseguir engrenar na carreira de cantor de pagode, profissão da pessoa que mais admira, o cantor Belo. Mora com a mãe e com a irmã e divide com elas as despesas. Sua irmã, mais velha, estudou no mesmo colégio e sua figura invade algumas histórias que conta sobre a diretoria do Caetano de Campos, bem como sua mãe, algumas vezes requisitada para comparecer na escola pela mesma diretoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevistadores – A idéia da entrevista é mais ver o lado dos alunos...&lt;br /&gt;Aluno – É ver o lado dos alunos, né?&lt;br /&gt;E – Porque a gente ouve muito os professores, a gente vai na sala dos professores – não aqui, aqui eu nunca vim, nunca entrei aí, mas eu já fui numas outras – e os professores só ficam falando “porque os alunos..., porque os alunos...”.&lt;br /&gt;A – Não! Se você entrar ali agora eles vão falar: “você vai pra onde?” – “Eu vou fazer uma pesquisa.” – “É, mas é sobre o quê? Deixa eu acompanhar você.” É tipo assim...&lt;br /&gt;E – A idéia era ver o lado dos alunos.&lt;br /&gt;A – Com certeza, tem diretor aí, mano, que se você for conversar com ele sobre esses bagulhos desse dia aí que os caras falaram que eu tinha passado, fui falar com um tal de Álvaro aí, ô mano, o cara tá louco, mano, eu falei: “ei mano, falo com o senhor na educação, o senhor vem com os sete pés pra cima da gente?” – “É, porque você é isso, aquilo e aquilo outro...” Eu falei: “calma aí companheiro! Assim você não resolve, entendeu, precisa ver o que se passa. Agora, você vai falar assim de mim? Eu quero estudar, eu falei pra ele, dá uma chance que é pra mim estudar!” – “Não! Já dei chance demais, já, nenhum professor quer você, nenhum professor agüenta mais você na sala. A única que fala bem é só a professora de inglês, só, o resto ninguém quer mais você na sala.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevistamos G. por aproximadamente uma hora em frente ao colégio, enquanto o número de jovens ia diminuindo até sobrarmos apenas nós e alguns professores que, agora, deixavam seu serviço para o almoço. Ao final fomos embora e avistamos G. no ponto de ônibus retornando para a Vila, aonde ia se juntar ao pagode naquele dia de folga. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Avancei pela praça um pouco mais triste....e mais piromaníaca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;J.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114252176476087375?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114252176476087375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114252176476087375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114252176476087375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114252176476087375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/03/educa-co.html' title='Educa cão'/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24161177.post-114247165228089512</id><published>2006-03-15T22:11:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T22:14:12.280-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/1600/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3588/2502/320/imagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24161177-114247165228089512?l=todasasvandalas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/feeds/114247165228089512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24161177&amp;postID=114247165228089512' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114247165228089512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24161177/posts/default/114247165228089512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://todasasvandalas.blogspot.com/2006/03/blog-post.html' title=''/><author><name>jubs</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08593398138438500201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
